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Presidente da República com os Empresários do Centro (2000)

Jorge Sampaio Agradado com Linguagem Responsável

As primeiras palavras do presidente da República, que presidiu à abertura do III Congresso dos Empresários do Centro, foram para a conquista de uma nova centralidade no país e para a linguagem da responsabilidade assumida pelo presidente do CEC.

Sampaio gostou do que ouviu e disse-o, elogiou o dinamismo demonstrado pelos empresários do Centro e lançou recados ao governo.

Jorge Sampaio saudou os empresários da região por assumirem o desafio de lutarem por uma nova centralidade para Portugal manifestando igualmente a sua satisfação pelos números avançados pelo presidente do CEC que revelam um quadro pouco conhecido do tecido empresarial do Centro.

E é partindo do “real e do concreto” que se deve discutir o desenvolvimento do país, defendeu o chefe de Estado criticando a tendência que se verifica – de “partir do abstracto” e que conduz à “acumulação de decretos e leis” sem aplicabilidade prática. Uma crítica velada aos governos por ignorarem a realidade nos momentos de decisão.

A linguagem da responsabilidade, assumida pelo representante dos empresários do Centro, também agradou a Jorge Sampaio por traduzir a consciência do papel que cada um deve assumir no desenvolvimento do país.

É que, para o Presidente da República chega de discursos – ora somos dependentes do estado ora somos independentes – mais ou menos consoante as cores de quem lidera o Campeonato.

Com esta linguagem de responsabilidade é “é possível saber o quê que os empresários têm a dar”, acentuou Sampaio argumentando que a “ambição de modernizar a política não se pode fazer em torno de pequenas frases nem do pequeno debate”.

Sampaio registou ainda a “forte consolidação da região” que está a ser feita “sem descaracterizações” e manifestou confiança na capacidade dos empresários para enfrentarem o desafio da competitividade afirmando mesmo que “há todas as razões para pensar que esta dinâmica não deve acabar”.

A fiscalidade, a informação e a imigração foram temas abordados e que traduzem preocupações do Presidente da República.

Jorge Sampaio, que já dedicou uma semana à educação, acentuou a necessidade de se criarem centros de ciência e cultura científica no sentido de “tornar o país adulto” e de “dar qualidade ao ensino, avaliando”. Temos que destruir os falsos ensinos superiores e concentrar energias no que já existe”, sublinhou considerando que esta é uma das riquezas do país: “Não temos petróleo mas temos cérebros”.

“Que fiscalidade devemos ter?”, interrogou-se Sampaio “para ser respeitada ou torneada”, respondeu considerando que “é uma injustiça pôr em competição quem cumpre e quem não cumpre”.

O ministro das Finanças já estava na sala e ouviu o recado. Por último, o Presidente da República dedicou atenção ao “fenómeno recentemente novo em Portugal – a imigração” responsabilizando o Estado por “combater aquilo que tem de mafioso”, como as redes de exploração.

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31.01.2002
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